terça-feira, 4 de setembro de 2012


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Setembro, mês da Bíblia

A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar


Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.




  












São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa "popular" e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.
Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).
A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.
Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n'Ele, porque é no mistério de Sua Morte  e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.
Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida

terça-feira, 17 de julho de 2012

A Atualidade do Carisma Passionista


           Conta-se que quando o Papa Bento XIV, em 1741, aprovou as Regras da Congregação Passionista, fundada por São Paulo da Cruz, teria dito: “Esta Congregação que deveria ter sido a primeira a ser fundada, só veio surgir agora!”. O Papa, de certa forma, se referia à centralidade do Carisma Passionista dentro da vida da Igreja. Não dá para negar: “É impossível ser cristão se não se é Passionista”.
            E isto vale para todos os tempos. Ou melhor, ultrapassa o tempo e alcança o vértice da eternidade: o livro do Apocalipse deixa claro que, todos que estão no céu são Passionistas, pois “lavaram e alvejaram suas vestes no Sangue do Cordeiro (Ap. 7,14)”, o Cordeiro Imolado (Ap. 5,6.9.12), que mesmo ressuscitado, ostenta suas “chagas gloriosas” (Jo.20,20.27), como título de glória de um amor que ultrapassa tudo e vence até a morte.
            Mas voltemos os olhos para a terra e contemplemos a nossa sociedade atual, fruto de decepções marxistas, freudianas, comunistas, socialistas, capitalistas, neoliberalistas, secularistas, do puro império da tecnologia, da robótica, etc., que se colocam acima da pessoa humana. Contemplemos o nossa “casa”, a natureza que - mais do que nunca - chora as dores de parto (Rm. 8,22), de um parto abortivo desnecessário, fruto da irresponsável ganância de uns poucos, mas de todos nós que perdemos a ternura.
            Cristo no alto da Cruz continua sendo “o remédio para todos os males do nosso tempo” (São Paulo da Cruz). De braços abertos, Ele nos convida a entrelaçar os nossos braços formando uma grande corrente, uma grande roda, onde se coloca a vida no centro. É preciso que salvos pelo Sangue da sua Cruz, embebidos do seu amor, assumamos em nós os mesmos sentimentos que O levou até a Cruz, na sua Paixão pela humanidade.
            Penso que todas as ideologias falharam até aqui, porque a humanidade, a vida precisa mesmo é de amor. De razão, ciência, sim, mas nascidas de um amor verdadeiro mais forte que o pecado, o egoísmo e a morte. É preciso que o ser humano mantenha os olhos fixos na Cruz, atraídos, fascinados, confortados por um Amor que ama sempre sem nenhuma fraqueza. Amor que é fonte, onde se dessedenta a necessidade de ser amado, amada; mas de onde se brota toda força para amar na gratuidade, no empenho, na entrega da vida para que haja mais vida para todos, inclusive para o nosso planeta carente da nossa ternura.
            Enquanto houver crucificados, e em nosso meio a força perversa que crucifica, é preciso que a Cruz permaneça diante dos nossos olhos, para que lembremos que devemos ser humanos para tornarmo-nos divinos.
            Oxalá se apresse o dia em que o discurso sobre os crucificados se torne desatualizado, porque eles, com a nossa ação amorosa, não mais existam. Mas, mesmo assim, continuaremos cantando as glórias da Santa Cruz como o hino dos totalmente libertos.



Monjas Passionistas


sábado, 7 de julho de 2012

Símbolos da JMJ



A cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, e muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.



A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude, foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço, em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção” (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004).
Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Desde 1984, a cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994, a cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do país sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.
Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a cruz da JMJ: o ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no Ocidente, Santa Maria Maior. “Hoje eu confio a vocês... o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003).

sexta-feira, 22 de junho de 2012

São Paulo da Cruz, Paulo de todos...


 
QUEM FOI SÃO PAULO DA CRUZ
Talvez pouco conhecido pelo povo como o são os santos taumaturgos, Paulo da Cruz se define a si mesmo como “milagre da infinita misericórdia de Deus”. O Amor infinito de Deus, revelado na Paixão e morte do seu Filho, foi a “divina loucura” que arrebatou, modelou e fez de Paulo um santo, um ardoroso missionário, um místico apaixonado, o grande arauto da Paixão de Cristo.
Nascido em 1694, em Ovada – Itália, Paulo Francisco Danei foi modelando e sendo modelado em seu ser Passionista, em meio a um ambiente familiar de intensa piedade, mas  também de inúmeras provações e sofrimentos: morte  precoce de 10 dos seus 15 irmãos, empobrecimento, migrações, etc.
Aos 19 anos, Paulo passa pela experiência de ser “tocado” pelo Senhor e chamado a colocar toda a sua vida ao seu serviço. Cheio de generosidade, se alistou na Cruzada promovida pelo Papa Clemente XI; mas em adoração  diante do Santíssimo Sacramento compreendeu que deveria combater na construção do Reino servindo-se de outras armas!!...
Em meio ao lusco-fusco da vida, Paulo permaneceu na escuta da vontade do Senhor, na tentativa de decifrar os seus caminhos: Viver na solidão como eremita? Ingressar em alguma Congregação Religiosa? Permanecer com os seus?
A resposta somente  se tornou clara, no verão de 1720, aos 26 anos de idade, quando “visitado” pela Virgem Maria, compreendeu que deveria reunir companheiros e fundar uma Congregação em que, os membros vestindo-se de luto, promovessem a contínua lembrança dos sofrimentos de Jesus.
Assim, com a aprovação do seu diretor espiritual, Dom Gattinara, em 21 de novembro de 1720, Paulo deixou sua família para iniciar um novo gênero de vida: era o nascimento da Congregação e da Família Passionista.
Após um retiro de 40 dias (de 23/11/1720 a 1º/01/1721), na cidade de Castellazzo - Itália, no qual  viveu profundas experiências místicas, Paulo da Cruz – este é seu novo nome – iniciou  sua  longa  e árdua caminhada para dar vida ao projeto que lhe fora inspirado: reunir companheiros, conseguir a  aprovação pontifícia, construir os retiros (nome dado aos conventos passionistas), etc.
Em 1727, quando servia os doentes em Roma, juntamente com seu irmão, João Batista – fiel companheiro nas dificuldades e nos sonhos – foi ordenado sacerdote pelo Papa Bento XII.
Além de grande místico – o maior do seu século – São Paulo da Cruz também foi  ardoroso e incansável missionário. Apesar de todas as dificuldades próprias do seu tempo, quando as viagens quase sempre eram feitas a pé, com poucos objetos para ajudar e, claro, quando ainda não havia microfones, Paulo pregou mais de 200 missões, 70 retiros, sem  mencionar sua enorme dedicação na direção espiritual de pessoas das mais diferentes condições e estados de vida. Foram milhares de cartas escritas com este objetivo.
 A força necessária para tanta dedicação vinha dos longos e intensos momentos passados  em contemplação diante do Crucifixo, do qual  colhia todo o ardor, convicção e persuasão de sua eloqüência que arrebatava multidões e conduzia muitos  ao amor e temor a Deus. Entre  os seus ouvintes estavam incluídos admiradores e penitentes e  até mesmo  soldados em guerra e bandidos.
Embora fosse, como ele tanto desejava, uma alma fogo de amor, que abrasava em Deus quem passava perto dele, fogo de amor que nos abrasa até hoje, Paulo da Cruz – caso único em toda a hagiografia – sofreu por quase 50 anos a mais difícil e desafiadora prova para uma alma apaixonada por Deus: a noite escura da fé e a aridez espiritual.
Mas como em um paradoxo, ainda hoje ele nos inflama através dos seus escritos: cartas (mais de 2 mil sobras da destruição), o Diário Espiritual (escrito no retiro de Castellazzo), as Regras, o Tratado da Morte Mística – que em nada deixam a desejar diante da condensada doutrina mística de São João da Cruz e Teresa d’Ávila.
Talvez o fruto mais maduro da sua longa jornada com Deus, tenha sido  a fundação das Monjas Passionistas em 1771, quando Paulo, já idoso e doente, não pode estar presente para ver realizado o sonho acalentado e cultivado por tantos anos, em meio a grandes sofrimentos, provações, incertezas e esperanças e na formação espiritual das 11 primeiras aspirantes –  suas filhas espirituais que deram vida ao “ninho das Pombas do Calvário”.
Paulo faleceu em Roma, aos  18 de outubro de 1775, com  81 anos de idade e com  sua obra, nos legou  uma árvore frondosa, na qual  muitos viriam encontrar inspiração para viver: são os diversos ramos  nascidos do Carisma Paulocruciano que fazem parte da Família Passionista formada por: Religiosos (padres e irmãos), Monjas, Religiosas de vida apostólica (diversas Congregações), Instituto Secular e leigos passionistas

Quem somos...

Somos apenas peregrinos... passageiros... caminhantes nesta trajetória a eternidade!

Somos um pequeno grupo de jovens que busca partilhar um pouco sobre o carisma da Congregação Passionista, jovens que anseiam pela busca constante de entrar no mais intimo dos sofrimentos de Amor de Nosso Senhor. Como nos diz nossa querida Irmã Marta de Jesus Crucificado (monja passionista responsável por nos dirigir nesta caminhada), o carisma é tão belo que transborda... Não cabe em nós!
Por isso te convidamos a sentir em seu peito este grande desejo de conhecer mais a Jesus, pois amamos mais aquilo que conhecemos com maior profundidade... Junte-se a nós em suas orações e companhia... Contamos com você!!!

Jovens Passionistas, Paixão pela vida!

Como é bom poder estar aqui! É nesta alegria que saudamos a você meu irmão(ã) que visita nosso blog, é na certeza de que o Senhor nos ama sem limites que declaramos: Se por mim Ele foi crucificado, por Ele serei um Jovem passionista. Passionista porque amamos a Paixão do Senhor, e como declara São Paulo da Cruz “Sereis feliz, meu querido amigo, dizia-lhe a um amigo, se fordes fiel em combater e vencer, não vos deixando arrastar pelos sentimentos da natureza, tendo unicamente em vista a Jesus Crucificado, que vos chama com especial bondade a segui-Lo''.  É este nosso ideal de gritar com a vida aos quatro cantos do mundo, SOMOS APAIXONADOS!!! Um grito de anuncio, e acima de tudo de testemunho, por isso convidamos você a acompanhar-nos nesta trajetória de descoberta do Amor de Deus através do Carisma Passionista. Por isso, RUMO AO ALTO!!!