terça-feira, 17 de julho de 2012

A Atualidade do Carisma Passionista


           Conta-se que quando o Papa Bento XIV, em 1741, aprovou as Regras da Congregação Passionista, fundada por São Paulo da Cruz, teria dito: “Esta Congregação que deveria ter sido a primeira a ser fundada, só veio surgir agora!”. O Papa, de certa forma, se referia à centralidade do Carisma Passionista dentro da vida da Igreja. Não dá para negar: “É impossível ser cristão se não se é Passionista”.
            E isto vale para todos os tempos. Ou melhor, ultrapassa o tempo e alcança o vértice da eternidade: o livro do Apocalipse deixa claro que, todos que estão no céu são Passionistas, pois “lavaram e alvejaram suas vestes no Sangue do Cordeiro (Ap. 7,14)”, o Cordeiro Imolado (Ap. 5,6.9.12), que mesmo ressuscitado, ostenta suas “chagas gloriosas” (Jo.20,20.27), como título de glória de um amor que ultrapassa tudo e vence até a morte.
            Mas voltemos os olhos para a terra e contemplemos a nossa sociedade atual, fruto de decepções marxistas, freudianas, comunistas, socialistas, capitalistas, neoliberalistas, secularistas, do puro império da tecnologia, da robótica, etc., que se colocam acima da pessoa humana. Contemplemos o nossa “casa”, a natureza que - mais do que nunca - chora as dores de parto (Rm. 8,22), de um parto abortivo desnecessário, fruto da irresponsável ganância de uns poucos, mas de todos nós que perdemos a ternura.
            Cristo no alto da Cruz continua sendo “o remédio para todos os males do nosso tempo” (São Paulo da Cruz). De braços abertos, Ele nos convida a entrelaçar os nossos braços formando uma grande corrente, uma grande roda, onde se coloca a vida no centro. É preciso que salvos pelo Sangue da sua Cruz, embebidos do seu amor, assumamos em nós os mesmos sentimentos que O levou até a Cruz, na sua Paixão pela humanidade.
            Penso que todas as ideologias falharam até aqui, porque a humanidade, a vida precisa mesmo é de amor. De razão, ciência, sim, mas nascidas de um amor verdadeiro mais forte que o pecado, o egoísmo e a morte. É preciso que o ser humano mantenha os olhos fixos na Cruz, atraídos, fascinados, confortados por um Amor que ama sempre sem nenhuma fraqueza. Amor que é fonte, onde se dessedenta a necessidade de ser amado, amada; mas de onde se brota toda força para amar na gratuidade, no empenho, na entrega da vida para que haja mais vida para todos, inclusive para o nosso planeta carente da nossa ternura.
            Enquanto houver crucificados, e em nosso meio a força perversa que crucifica, é preciso que a Cruz permaneça diante dos nossos olhos, para que lembremos que devemos ser humanos para tornarmo-nos divinos.
            Oxalá se apresse o dia em que o discurso sobre os crucificados se torne desatualizado, porque eles, com a nossa ação amorosa, não mais existam. Mas, mesmo assim, continuaremos cantando as glórias da Santa Cruz como o hino dos totalmente libertos.



Monjas Passionistas


sábado, 7 de julho de 2012

Símbolos da JMJ



A cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, e muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.



A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude, foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço, em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção” (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004).
Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Desde 1984, a cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994, a cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do país sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.
Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a cruz da JMJ: o ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no Ocidente, Santa Maria Maior. “Hoje eu confio a vocês... o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003).